Movimento silencioso no Legislativo estadual quer garantir maioria governista na comissão, com o retorno de Nino ao comando da bancada e possível indicação do deputado à vaga do PL na CPI.
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Num movimento discreto iniciado na última terça-feira (5), o Partido Liberal (PL) começou a articular mudanças no comando da sua bancada na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Com cinco parlamentares, o partido é atualmente liderado por Abimael Santos, mas esse cenário pode mudar nos próximos dias.
Uma costura entre os deputados Nino de Enoque, Renato Antunes e Joel da Harpa estaria se consolidando para isolar Abimael e o Coronel Alberto Feitosa, abrindo caminho para que Nino – que é alinhado ao Palácio do Campo das Princesas – reassuma a liderança da bancada.
A possível troca ocorre em meio à instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aprovada pela Alepe. A manobra permitiria ao PL indicar um aliado da governadora Raquel Lyra (PSD) para ocupar a única vaga do partido na comissão, garantindo maioria da base governista (Blocão + PL) frente à oposição.
A composição da CPI prevê nove cadeiras. O Blocão — formado por PP, PSDB, PRD, MDB, Solidariedade e a federação PT-PV-PCdoB — tem direito a quatro indicações. PL e União Brasil têm uma vaga cada, enquanto a oposição, composta por PSB, Republicanos e PSOL, pode nomear três membros.
O retorno de Nino de Enoque à liderança da bancada já era cogitado para o segundo semestre, mas se tornou prioridade diante da CPI. “São nove vagas, e o PL tem uma. É a cadeira que a governadora precisa para assegurar cinco votos”, afirmou, sob reserva.
Dos três parlamentares envolvidos na articulação, a indicação governista para a CPI deve recair entre Renato Antunes ou o próprio Nino de Enoque, já que Joel da Harpa, apesar de participar das negociações, assinou o pedido de instalação da comissão. A tendência, no entanto, é que Nino assuma o posto diretamente.
